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Adolescentes participam de café debate no Centro Marista de Defesa da Infância

11 de setembro de 2013

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O Centro Marista de Defesa da Infância, da Rede Marista de Solidariedade, recebeu uma visita muito especial na manhã de hoje (11). Os educandos dos Centros Educacionais Marista de Curitiba e Almirante Tamandaré e do Proação Irmã Eunice Benato, estiveram em nossa unidade para uma conversa sobre o livro Infância, Adolescência e Direitos: Ensino Fundamental em Curitiba, que será lançado nesta sexta-feira (13) no Lizon Curitiba Hotel.

O diálogo foi mediado pela organizadora da publicação, a analista de monitoramento do Centro Marista de Defesa da Infância, Luane Natalle. O objetivo foi viabilizar um contato prévio dos adolescentes com o conteúdo do livro para sanar possíveis dúvidas e esclarecer os dados e análises mais relevantes. Esse momento é importante, tendo em vista que no dia do evento os adolescentes participarão junto com outras entidades de um debate para propor mudanças na Educação.

Segundo Luane, a conversa com os adolescentes e educadores das Unidades foi bastante produtiva, porque serviu para qualificar os dados colhidos e analisados. “Acredito que quando se compartilha as informações e as pessoas fazem suas contribuições legitimamos o material. O mais importante disso é que as pessoas acabam se tornando multiplicadores e agentes da transformação”, diz Luane.

Entre os temas abordados no livro, a organizadora destacou três para tratar com os adolescentes: taxa de abandono e reprovação, bullying e cobertura de atendimento. Sobre esses assuntos, os meninos e meninas trouxeram contribuições e experiências pessoais relevantes sobre os motivos que levam um adolescente a abandonar a escola, como os colegas reagem ao bullying e porque ele acontece, além de destacar quais são os fatores determinantes para que uma pessoa não chegue à escola.

A educanda Daniele Saraiva, de 15 anos, deu sua opinião sobre o bullying na escola. Para ela, o fato das pessoas pensarem apenas em si mesmas é o grande responsável por essa violência. “O indivíduo não pensa no próximo, o que se passa na cabeça do jovem ou criança que sofre o preconceito. Muitos também se consideram superiores aos outros. Também acho que falta as famílias conversarem mais com seus filhos”, relata a jovem.

Esses e outros tópicos, como a situação dos professores do Paraná, especialmente sobre a remuneração, além da relação entre o IDEB – Índice de Desenvolvimento da Educação Básica e renda da população, também serão pontuados durante o lançamento da publicação. No dia, representantes de instituições governamentais e não governamentais farão o mesmo exercício feito pelos adolescentes de olhar para os dados e análises a fim de sugerir melhorias para a Educação. Projetos de Lei sobre o setor e que estão em tramitação na Assembleia Legislativa também serão apreciados.